segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Dados e imagens em alta velocidade



Inaugurada Autoestrada de Dados Espaciais a laser
 
 
Redação do Site Inovação Tecnológica -  01/02/2016




Os satélites da Autoestrada de Dados a Laser ficam sempre sobre a mesma posição da Terra. Eles recebem os dados a laser dos outros satélites e os retransmitem para o solo. [Imagem: ESA]





Autoestrada de Dados Espaciais
 

Já está no espaço o primeiro satélite da Rede Europeia de Retransmissão de Dados a Laser.

O sistema EDRS (sigla em inglês para European Data Relay System) também está sendo chamado de Autoestrada de Dados Espaciais.

E ele será exatamente isso: uma forma de conexão de dados a laser que será usada entre satélites.

Hoje, os satélites de órbita baixa, incluindo os de observação da Terra, capturam suas informações rápida e continuamente, mas só conseguem transmitir os dados para o solo quando estão passando sobre uma antena capacitada para recebê-los.

Isto significa que pode levar de minutos a algumas horas para que uma imagem de um desastre natural, por exemplo, chegue até às mãos de quem precisa das informações - a maioria dos satélites de observação da Terra completa uma órbita a cada 90 minutos, mas tem apenas uma janela de 10 minutos para transmitir seus dados para uma determinada estação em terra.

O mesmo acontece com a Estação Espacial Internacional, com aeronaves não-tripuladas e com os satélites militares e de espionagem, que terão suas conexões com a Terra passando de intermitente para quase-contínuo, sem depender de antenas instaladas em países fora da Europa.

O objetivo da Autoestrada de Dados Espaciais é criar uma conexão a laser desses satélites com um satélite localizado em uma órbita bem mais elevada, geoestacionária, que terá sempre uma antena no solo em seu campo de visão. Assim, os dados chegarão em terra de forma praticamente instantânea.

Autoestrada de Dados Espaciais



O equipamento de comunicação espacial a laser é pequeno, podendo ser facilmente incorporado em qualquer satélite. [Imagem: ESA]

Os links de comunicação espacial a laser têm velocidade de transmissão bidirecional de 1,8 Gbit por segundo.

Os satélites que vão trocar dados a laser podem estar a até 45.000 km de distância um do outro.

Os lasers operam com luz não-visível, com comprimento de onda de 1.064 nanômetros, portanto já na faixa do infravermelho.

Apesar da precisão e da velocidade, o equipamento como um todo é pequeno, medindo 60 x 60 x 70 cm, pesando apenas 53 kg e consumindo 160 watts de potência. Isso deverá facilitar sua instalação em satélites comerciais e outros veículos.

Quando estiver em pleno funcionamento, o EDRS retransmitirá até 50 terabytes de dados do espaço diariamente para o solo.

Programa ambicioso de telecomunicações

Na parte já aprovada do projeto, o sistema EDRS terá três satélites estrategicamente posicionados, de forma que qualquer satélite, localizado em qualquer posição da órbita da Terra, terá sempre em sua linha de visão um satélite da rede capaz de receber suas transmissões por laser.

Os três satélites, por sua vez, estarão sempre com antenas em solo em sua linha de visão, para onde retransmitirão os dados por uma conexão normal de rádio.

O primeiro satélite da Autoestrada Espacial, o EDRS-A, foi lançado na última sexta-feira, e deverá começar a operar a partir do meio do ano, depois de completar os testes iniciais. O próximo deverá ser lançado em 2018.

Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), o "EDRS é um sistema único e o mais ambicioso programa de telecomunicações já feito até hoje, criando os meios para o aparecimento de um mercado completamente novo na comunicação comercial por satélite".




segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Inovação chegando



Celular flexível permite dobrar os aplicativos
Redação do Site Inovação Tecnológica -  17/02/2016


 A possibilidade de dobrar o aparelho adiciona uma gama totalmente nova de interações. [Imagem: HML/Queensu]


Esticando o estilingue
Aí está o ReFlex, o primeiro smartphone realmente flexível, que permite que os usuários literalmente dobrem seus aplicativos.

"Quando um usuário joga Angry Birds no ReFlex, ele dobra a tela para esticar o estilingue. À medida que a borracha estica, o usuário experimenta vibrações que simulam as de um elástico de verdade esticando. Quando é liberada, a borracha estala, dando uma sacudidela no telefone e mandando o pássaro voando pela tela," explica o professor Roel Vertegaal, da Universidade de Queens, no Canadá.

Apesar de ser um protótipo, além de flexível o aparelho já conta com uma tela comercial de alta resolução e sensível ao toque, comunicação sem fios completa e todos os sensores para aproveitar suas flexibilidades e curvaturas.

Novas interações

A possibilidade de dobrar o aparelho adiciona uma gama totalmente nova de interações.
Ao ler um texto, por exemplo, as páginas podem ser viradas no modo tradicional, com a passagem dos dedos sobre a tela, ou simplesmente dobrando o celular levemente, como se faz com um livro ou revista.

"Os usuários podem sentir a sensação da página se movendo através de seus dedos por meio de uma vibração do telefone. Isso permite a navegação sem mexer os olhos, tornando mais fácil para os usuários manter o controle de onde eles estão em um documento," disse o professor Vertegaal.

 [Imagem: HML/Queensu]

Vibrações e fricções

O celular flexível é baseado em uma tela de OLEDs flexíveis de 720p, fabricada pela LG. O hardware principal fica ao lado, podendo ser vistos nas fotos, no pequeno bolso à direita. O aparelho roda Android 4.4.

Sensores de dobra atrás da tela detectam a força com que o usuário flexiona o aparelho e disponibilizam as informações para que os aplicativos possam usá-las.

O feedback também avança muito em relação às simples tremidas, gerando vibrações capazes de simular força e fricção.

Isto, segundo a equipe, permite uma simulação altamente realista de forças físicas quando se interage com objetos virtuais.

Apesar dos progressos, o professor Vertegaal afirma que os smartphones flexíveis e dobráveis levarão pelo menos cinco anos para chegar às mãos dos consumidores.