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sábado, 23 de fevereiro de 2013

PLANEJAMENTO, PLANEJAMENTO, ORDEM, TEMPO E REALIZAÇÃO




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Assim como o seu corpo precisa de desintoxicação se você abusar de álcool ou alimentos pouco saudáveis, o cérebro precisa de um detox da negatividade, excesso de trabalho e ansiedade. Esta é a aposta de Jason Selk, autor do best-seller Executive Toughness, abordada pela jornalista Minda Zetlin, que escreve para a coluna Start Do It, do Inc.com.

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"A principal razão para nosso cérebro precisar de desintoxicação é que os pensamentos mais comuns costumam ser tóxicos", explica. Isso ocorre porque as pessoas parecem ter uma tendência biológica para se concentrar em problemas, em vez das coisas boas. “O oxigênio é um dos recursos mais valiosos para os seres humanos, mas nós não pensamos sobre como temos todo o oxigênio de forma abundante. Nós nos relacionamos uns com os outros da mesma forma. Leia os jornais, assista ao noticiário ou preste atenção na conversa ao redor do escritório: todo mundo está falando sobre os problemas em vez de soluções", exemplifica Selk.

A boa notícia é que você pode reprogramar seu cérebro para pensar mais positivamente e assim, se tornar mais feliz e produtivo.  Que tal experimentar os passos a seguir sugeridos por Jason Selk pelas próximas três semanas?

1. Trace – e conclua - as três coisas mais importantes do dia
Tire algum tempo no início do seu dia para planejar o que você tem que fazer, selecione os três itens mais importantes e os faça primeiro. "Nós costumamos dar mais atenção ao que é urgente. Mas fazer o que é urgente em vez do que é importante traz a sensação de que se fez menos do que se poderia fazer”, aponta Selk.

Começar o dia com essas demandas mais relevantes, contudo, podem ajudá-lo com o resto. "As tarefas importantes são geralmente as mais duras, assim, se resolvê-las logo cedo, irá ganhar pontos no placar, o que pode te inspirar confiança e te dar impulso", ressalta.
2. Valorize pequenas melhorias e registre seus sucessos
Para Selk, as pessoas têm uma mentalidade perfeccionista. O ponto é que, ao buscar todo o tempo a perfeição, o desânimo será inevitável. “Para lutar contra isso, valorize pequenos sucessos, como os três primeiros itens que você eliminou da sua lista de tarefas", aconselha.

"É um processo extremamente estranho para a maioria das pessoas reconhecer diariamente o que eles fizeram bem", acrescenta. "Nós geralmente nos concentramos nos erros que cometemos e a tendência é que tudo que focamos ganhe uma importância cada vez maior. Portanto, é improdutivo manter o foco no que fizemos equivocamente".  Em vez disso, experimente tirar um minuto por dia para reconhecer aquilo que você fez bem.

3. Comprometa-se a terminar o que começou
Jason Selk aponta que algumas pessoas terminam o dia com 90% do trabalho feito. Então, elas se sentem um pouco satisfeitas; é como se pudessem deixar esses 10% ‘para lá’", Selk diz. “É muito melhor concluir totalmente as suas demandas. Claro, algumas não são possíveis de finalizar no dia e quando isso acontecer, adie-as de maneira controlável”, ensina.

Como exemplo o escritor cita uma casa que precisa ser pintada. “Você pode até não conseguir pintar a casa em um só dia, mas tente finalizar ao menos um quarto em vez de pintar três pela metade”, pondera.
Essa abordagem leva a um estado mental melhor, pois as coisas que permanecem na lista de tarefas são como negócios inacabados e criam estresse e ansiedade.

4. Adote a combinação ‘exercícios e descanso’
Ambos são muito importantes para a saúde do seu cérebro. Estudos mostram que o exercício regular evita perdas na função mental que o envelhecimento e o estresse podem causar. Selk aconselha pelo menos três treinos de meia hora por semana. "A produtividade e energia que o exercício traz supera o que você perdeu em uma hora e meia", diz.

O descanso é igualmente importante para a mente. "O cérebro é realmente como uma bateria - exige uma noite de sono para recarregar. Então, trabalhar duro e esgotar a bateria não é ruim, desde que você durma bem”. O mesmo vale para o período em que está acordado. "Pegue o seu calendário e programe um dia só de descanso para cada ciclo de sete dias nas próximas três semanas",  aconselha. "Você vai se tornar mais produtivo e mentalmente disposto para os outros seis dias", finaliza.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

MOVIMENTO URBANO, QUESTÕES SOCIAIS E TRABALHO


Porque um protesto na portaria da VALE, para toda uma cidade em Carajás.
Falamos sempre e temos convicções que Parauapebas é uma cidade rica, que experimenta um assombroso crescimento, que tem renda de exportação maior que São Paulo, que isto e aquilo e esquecemos o essencial: os seres humanos que vivem aqui.
Não temos uma UTI preparada para hemodiálise, justo aqui, numa área de água contaminada e de fortes tendências a acidentes tendo um ambiente de risco 4 dentro de nossas fronteiras. Possuímos um sistema de transito caótico e incompetente, uma turba violenta e sem controle, um aparato de segurança assassino e autoridades complicadas, sem compromisso e enroladas. Nem as clinicas particulares conseguem atender a demanda assustadora de pacientes que as lotam, aguardando por uma consulta, mesmo pagando os caros planos de saúde exigidos por Carajás. O sistema de saúde publica não funciona, esgotou, não há médicos, e no SESP pode-se aguardar até um dia e uma noite por atendimento de urgência. Que orgulho temos desta cidade e de seus recursos de exportação ou fortemente centralizados?
Ontem sentimos na pele a importância que os acontecimentos de Carajás tem para nos. Quase esquecemos que a VALE é nossa razão de aqui estar, todos nós, queiramos ou não. É a mineradora a razão de todo e qualquer investimento, tese, sucesso ou fracasso aqui. Quando insatisfeitos com algo, por qualquer motivo, vamos parar a portaria da VALE e assim paramos a cidade inteira. Não entendemos como pessoas tão capacitadas em seus discursos e ações, possam não ter estratégias sobre o óbvio. Se quisermos parar a mina e Parauapebas, vamos parar a portaria da VALE, centro nervoso, econômico e social desta cidade.
Então, ao menos deveria se ter um plano social para evitar as aglomerações e ações nesta portaria. Não temos, nunca teve. Toda e qualquer decisão sobre nossa cidade, vamos trazer especialistas de fora para resolver. Cobram caro, quando chegam aqui, não resolvem. Não resolvem porque não conhecem perfil sociografico, história, estratificação social, relações interpessoais de aglomerados urbanos como nós somos. Temos especialistas aqui, e não são solicitados porque estas relações burras e antigas não permitem. Os grupos de poder estão perdidos porque são antigos, não querem renovar suas relações, resgatar outras. A VALE tem sido, pelo seu papel central neste processo a mais antiga, não relaciona com ninguém aqui, apenas com os grupos corruptos e de poder. Não enxerga além.
 
Nos últimos vinte anos, as lideranças sindicais são as mesmas. São sindicatos de tudo, não reservam atenção ou estudos para os diversos setores profissionais que abrigam. Um sindicato de construção civil não pode representar um soldador ou eletricista da mina de ferro. Um sindicato de metalúrgicos jamais poderia representar mineiros, se formos generalizar. Então não representam ninguém e assim, possuem carta branca para negociatas, acordos e financiamentos pessoais. A massa bruta, os peões que dão sangue, coração, saúde e vigor para fazer do Brasil o maior exportador de minérios de ferro do mundo, de fazer da VALE a maior mineradora do mundo são tratados como podres: uma policia violenta e despreparada, a prender peões por desacato a autoridade quando recusam, em suas  blits absurdas a procurar bandidos onde so tem peões a descansar e tomar um gole, e humilhação das revistas e mãos na parede, a falsos médicos que sequer tiram pressão e olham para seu paciente, mesmo recebendo por seu serviço, a hospitais sujos, com pessoal arrogante, despreparado  e furiosos, a sanha enriquecedora de empresas vitimas de licitações e cotações autoritárias. E sobretudo a ira desgraçada de políticos que sequer merecem comparações com qualquer elemento da natureza e que ficam perplexos o tempo todo, de queixo caído ante as possibilidades de fazerem algo e que preferem encher seus próprios bolsos.
Assim vemos nossa Parauapebas caminhar para o desespero. A Nova Usina pecou sim, ao deixar um problema grave ganhar as proporções de ontem. Fortes sinais e indícios que algo não ia bem  já na quinta feira dava para preocupar. O sistema de proteção social da VALE errou feio, nem sei se este monstro tem algum sistema de proteção social. Patrimonial tem, nesta cidade não temos pessoas, mas patrimônio, objetos, bens, posses. Os sindicatos nem sabiam do que estava acontecendo e certamente acreditaram que podiam controlar e dominar a revolta dos peões. Todos perderam, a cidade perdeu. Ficamos parados quase toda a manha, como convencer tantos homens que tudo vai bem quando cada um sabe da mentira?
 
A VALE precisa de uma nova estratégia de gestão social. Não é contemplar ONGs ou associações e sindicatos, mas ela própria ter como intervir nas condições subumanas que seus peões sofrem em Parauapebas. Um minério manchado de sangue, desonra e incalculáveis sacrifícios ambientais esta sendo vendido para todo o  mundo. Precisamos do hospital do núcleo para ajudar a salvar vidas. A VALE precisa urgente tirar a portaria da cidade nova, desviando o acesso a mina por outra entrada, deixando a saída por aqui, não altera a rotina de ninguém. A prefeitura precisa repensar o sistema de trafego de Parauapebas. Investimentos em infraestrutura, novas vias, sistemas eficientes de controle de transito. Precisamos tirar o trafego da PA do centro de Parauapebas. Os caminhões que entram na cidade apenas para apanhar documentos e seguirem para Canaã, podem ser atendidos em escritórios VALE fora da cidade.
E quem vai ouvir os peões? Esta esgotado este modelo sindical, a força dos trabalhadores é colossal e esta livre, selvagemente livre. Os políticos não a podem  alcançar, não entendem quem trabalha. A policia não tem as competências. O estado é ausente. As empresas são cegas demais, estão perdidas em seus custos e  controle e a VALE tem preocupações de sobra no Canadá, na Austrália, na China e outros. Quem vai ouvir e ordenar as demandas dos peões? Ontem foi apenas um sinal dos novos tempos.
Bancos, casas lotéricas, hospitais, serviços incompetentes, atenção. Uma fotografia foi tirada ontem e amanha podem estar sua parede. Vamos andar com os tempos modernos das mídias sociais, da comunicação turbinada por celulares e da oferta massiva de vagas, sem a contrapartida da mobilidade de mao de obra. FALA PEAO!

Voltando ao consorcio Nova Usina, trata-se da problemática de mais um consorcio. Todos geram problemas para nossa cidade. Não sei, talvez desencontros internos, gestão, planejamento. Mas o fato é, todos os consórcios que trabalham ou trabalharam em Carajás, Salobro ou Sossego, trouxeram problemas e os deixaram aqui quando se foram. São reflexos de sua imobilidade frente as frenéticas mudanças e alterações contratuais que a VALE exige e renova. Os consórcios padecem da agilidade das empresas normais. Parauapebas não pode pagar eternamente por falhas segregadas de empresas visitantes. Mas outras empreiteiras estão enfrentando os mesmos problemas. Com o numero crescente de obras por todo o Brasil, já houve uma alinhamento para cima nos salários de todos os trabalhadores. Em todas as praças, os salários estão mais consistentes. Em Parauapebas  não. Mas a Rádio Peão, a emissora mais poderosa do Brasil, esta com o noticiário em aberto, comentando os próximos acontecimentos. Os sindicatos não estão  a ouvir, as empresas estão surdas e a VALE não se importa mesmo. Teremos movimento, e dos grandes. Ninguém suporta estes salários de fome mais, há serviço em todo canto do país. PEOES EM MOVIMENTO!

VEJA MAIS FOTOS DA PARALISAÇÃO DA PORTARIA DE CARAJÁS: